Manuel. Manel. Boémio à força toda, à noite não perdoa. Sempre de gabardine e flôr ao peito, acha que lhe fica bem não se dar ao respeito. As donzelas que por ele insistem em passar, caem-lhe nos braços e deixam-se bem enganar. São noites intensas, efémeras e interditas que cravam as marcas nas pobres malditas. Mas eis que chegou o dia em que a heroína se revoltou, e o galã Manel ao inferno chegou. Uma farta cabeleira ardia já na memória e a nova careca ficava para a história. A luxúria de outros tempos deixava agora a sua marca, pois cada mulher ofendida um pêlo seu lhe cravara. Nessa hora em que o destino ajuizou Manel levar, a maldição teve lugar: para que a intimidade de cada uma continuasse para sempre bem acesa, ajuizaram entre todas deixar-lhe os púbicos na cabeça.
domingo, 23 de agosto de 2009
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1 comentário:
Deve ter um cabelo farto! E encaracoladinho! Que visão!
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