quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Croac!

Cocas não é um sapo,
mas veste-se a preceito
e não dispensa um croac!-papo.

Todos os dias sempre aos pulinhos
atrai todo o tipo de gente
e a quem o chama de louco,
sorri e não desmente.

"Croac! Croac!"-quacha sempre ao passar
e é sempre o que responde
quando lhe querem falar.

Mas quem o achava louco
estava longe de imaginar
que um ser mais louco do que ele
estava ainda por chegar...

Certo dia, assim que amanheceu
e o Croac!Croac! começou a ecoar,
em cada vidro de cada janela
o sangue de Cocas se viu derramar.

Um ser vil mais que vil,
mais cruel que a crueldade,
levou Cocas tão a peito
que no homem viu um sapo, de verdade!

"Morte a todas as criaturas viscosas e verdes!"-
gritava já com o pé a acelerar
e derrapando a toda a velocidade
com a roda o atropelou (mesmo para esborrachar).

De imediato, todo o sangue começou a jorrar
num esguicho, também ele viscoso,
que até a luz do sol parecia cegar.

Esse dia, todos guardam na memória
como o dia da sagrada sapiência,
pois hoje, mais do que nunca,
o caso virou ciência.

Na terra onde outrora
só um sapo parecia existir,
encontram-se agora aos molhos
da terra, a emergir!

Nesta terra já ninguem habita
e apenas homens de fato borracha,
estudam o mistério da praga maldita.

Dizem que o mal começou,
assim que Cocas foi enterrado aos bocados...
e que os milhares de croacs! que agora se vão ouvindo,
vingam todos os croacs!, pela crueldade, calados.

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