Pancinha parece uma bola
Não sabe andar e rebola,
Rápida, ninguem a vê passar
e a todos quer atropelar.
Nunca ninguem lhe viu o rosto
Mutilado por tamanho desgosto,
Das entranhas da mãe só lamenta
Não ter ficado na forca da placenta.
Hoje, mais triste do que a chuva,
A morte assenta-lhe que nem uma luva
E depressiva, com a loucura à beira
rebola para a fogueira.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Demónios redondos
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